Todos os vinhos de Claude Courtois

Os vinhos de Claude Courtois chegam ao Brasil via World Wine e tive a oportunidade de prová-los novamente entre o fim do ano passado e início desse ano.

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Romorantin 2006: Como quase todos os seus vinhos, apresenta uma cor bem amarelada, com aromas de cevada e massa de pão. Na boca é de médio a encorpado e com ótima acidez. Feito com uma uva rara, talvez seja o vinho de que mais gosto desse produtor.

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Quartz 2006: Feito com a Sauvignon Blanc no Loire, ou seja, com tudo para ser bom, mas sempre que provo esse vinho me decepciono com alguma coisa. Para mim é o vinho mais sem graça de Courtois. É também o vinho de cor mais clara e com menos aromas. Definitivamente não me encanta.

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Pinot Noir 2006: Pinot do Loire, com estrebaria e frutas vermelhas, é um bom vinho, mas não se compara aos da Borgonha.

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Evidence 2003: Coisa séria. Grande vinho em uma garrafa de 500 ml. Amarelo-Ouro, cor de vinho doce, batizado com a qualidade Courtois. Feito 100% de Menu Pineau, de vinhas velhas e majoritariamente pé-franco. Assim como todos de Courtois é biodinâmico com adição mínima de SO2 só no engarrafamento. Untuoso, encorpado, maravilhoso com pratos que levam curry. Imperdível.

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Racines 2004: defumado, embutido, salgado, surpreendente. Aromas de estábulo, galinheiro, brett. Definitivamente não agrada a todos. Um amigo que provou disse que tinha que tomar sem respirar. Exagero. Quem aprecia esse estilo, como eu, pode passar horas admirando os aromas que emanam da taça. Feito com 40% Gamay, 30% Pinot Noir, 15% Cab. Sauvignon e 15% Côt (Malbec). O melhor tinto dele.

Claude Courtois tem dois filhos que também fazem vinho e o amigo Savio Soares, que mora na Alemanha e trabalha com vinhos naturais, traz para os EUA os vinhos de Julien Courtois (100% – isso mesmo, é o nome de um vinho dele- Esquiss, Originel, Ancestral, Element-Terre). Estamos aguardando ansiosamente esses vinhos por aqui.