Pela primeira vez na minha vida de enófilo provei um vinho com defeito, um vinho avinagrado!
Uma fatalidade dessas pode acontecer com qualquer um, mas que é RARO, isto é; não pensem o contrário.
O fato aconteceu na verdade com minha sogra [ainda bem, né…desculpe sogrinha!], que ao abrir uma garrafa ficou impressionada com a acidez do líquido. Logo me ligou perguntando o que seria aquilo; se poderia ser uma ampola de má qualidade? Dia seguinte estava eu na casa dela para checar o ocorrido e me deparei com minha primeira experiência de um vinho defeituoso… E olha que se tratava de uma ampola “de responsa”, um legítimo italiano de um grande produtor – Nipozzano, de M.Frecobaldi. Sorte foi ter outra garrafa da mesma safra para comparação! O vinho não importa qual era, mas fato que estava totalmente acidificado; em evoluída fermentação acética.
Comparem na foto abaixo o mesmo vinho: o da taça da esquerda é são e da direita é o defeituoso (avinagrado).

Tecnicamente existem defeitos nos vinhos que muita gente não conhece, tais como: Brettanomyces, Gaseificação, Oxidação, Acidez Volátil (nosso caso específico), TCA/TBA. (fonte: OIV-Organisation Internationale de la Vigne et du Vin, França, Manual Práticas enológicas). Estes defeitos são classificados como graves, e os vinhos afetados por eles não são indicados para consumo humano. Existem ainda os defeitos leves, que na maioria dos casos não prejudicam a qualidade organoléptica do vinho e pode ser consumido. Normalmente estes defeitos leves giram em torno de características subjetivas e do costume de quem aprecia a bebida, gostando ou não do tipo de vinho produzido. Mas, ressalta-se que contra os defeitos graves não há conversa: seu destino é a panela de cozinha, na melhor das hipóteses. >:o)
Portanto, use a máxima ao beber vinho e preservar sua saúde: beba vinho de qualidade!



Minha mais recente investida nas panelas resultou neste delicioso prato: Codornas ao forno, desossadas e recheadas com farofa de pão caseiro e frutas, guarnecidas com arroz de ervas. Para acompanhar, um corretíssimo vinho tinto do Languedoc, da França, o sapinho arrogante. 
O restaurante D.O.M. de Alex Atala é eleito 4
O encontro da semana passada da Confraria Amicus Vinum foi realizado na loja da Decanter, recebidos pelo José Filho e sua equipe. O espaço para degustações está muito bom. Os enófilos ficam dentro da loja, rodeados por enormidade de vinhos. Algo, assim, como se estivéssemos numa festa de Dionísio [risos]. Lá eles servem frios e outras comidinhas (sob encomenda) para acompanhar as degustações. Cabem até 14 pessoas bem acomodadas! Experimentem, afinal é mais um espaço de vinho da Capital; pagando preço de tabela pelas ampolas. 🙂
E, realmente, esta ampola ganha mais uns cinco anos de melhoria. Um supertoscano de 50% sangiovese, 25% merlot e 25% cab.sauvignon. Passa 18 meses em barricas francesas (Nota 92 pts). >:o)
Para deixar os internautas com água na boca, neste feriadão de Páscoa. 😉



Na última 6a.feira (23) participamos da degustação de vinhos da Quinta da Pellada, de Portugal. Foi um jantar de seis etapas, preparado com esmero e precisão pelo Chef do restaurante Dom Francisco (402 Sul), sendo harmonizado com quatro vinhos da vinícola. Além, é claro, do costumeiro carinho de recepção da Giuliana Ansiliero, sócia-proprietária da casa.
