Clos Ouvert Otoño 2007

otono1Vinho chileno do vale do Maule, feito das uvas C.sauvignon (15%) Carignan (15%), Carmenére (35%), Shiraz (20%) e País (15%). Produzido por enólogos franceses da região de Anjou em uma propriedade que possui vinhas originais com mais de 100 anos de idade, poupadas da filoxera. As vinhas são conduzidas segundo os princípios da biodinâmica, e um mínimo de SO2 é adicionado no engarrafamento para que as garrafas possam ser exportadas. Os enólogos são parentes do falecido mestre de Beaujolais, Marcel Lapierre.

A colheita é manual e as uvas são prensadas suavemente, seguidas de maceração otono2carbônica por 3 semanas. A fermentação ocorre com controle de temperatura e uso de leveduras indígenas. Passa por barricas de carvalho francês (12 meses) de segundo e terceiro uso (75%) e em tanques de inox (25%). Após o amadurecimento, é feita a mistura e engarrafado sem filtragem.

O vinho tem a cor bem turva (o que pode parecer defeito para alguns), com aromas de brett e defumado (que aprecio), mas o que incomodou foi o mentolado e a alta extração. Faltou sutileza.

Chateau Yvonne 07, distinção e frescor!

 

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Vinho branco da denominação pouco aclamada chamada Saumur (Loire). Eles também fazem um tinto em Saumur-Champigny que ainda não tive o prazer de experimentar. As vinhas são conduzidas de maneira orgânica e o vinho é envelhecido em madeira nova. Esse branco é um vinho luxuoso, de frescor revigorante e de uma mineralidade incrível. Característica provavelmente oriunda do solo de argila misturado a giz.  Metade do vinhedo é plantado com chenin blanc de vinhas de 40 anos e a outra metade com a tinta cabernet franc.

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Mathieu Vallée, proprietário e enólogo, tem uma jóia em suas mãos. O vinho em sua juventude tem cor de ouro novo, bem brilhante. Aromas de sabonete recém aberto, flores do campo, perfumado, sofisticado. Aroma de mar, aquele frescor de lençóis lavados. Na boca é um vinho gordo, encorpado (já provei mais densos), de ótimo volume. Parece não querer terminar. Jamais tome café após um vinho desses, irá apagá-lo. Seria um crime.

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Infelizmente é mais um daqueles exemplares sem importador no Brasil. Pela raridade e baixo potencial comercial em nossas terras, acho difícil que chegue ao país. Vinho para se comprar de caixa nas viagens ao exterior.(vinho da esquerda-mais claro- é o Yvonne)

Romanée-Conti Grands Échezeaux, La Mission Haut-Brion e Ducru-Beaucaillou

Não sei explicar a razão, mas o ano termina e começa sempre com grandes garrafas. Para não fugir à regra fui convidado pelos amigos Ricardo Salmeron, Ranato Ramos e Flavio Marques, a tomar algumas algumas dessas preciosidades.

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Grands-Échézeaux Romanee Conti 2008:  Vinho absoluto, incontestável, sem retoques. Não tenho muita experiência com os vinhos do DRC (infelizmente), esse é o segundo exemplar da casa que tenho a oportunidade de provar, portanto não posso falar em relação a outras safras desse vinho. Nessa colheita, apesar de 08, o vinho parecia envelhecido, com a cor um pouco acastanhada, mas muito brilhante. Aroma franco, surpreendentemente aberto. Inicialmente couro e depois muita fruta, como cereja, morango, groselha e pitanga. A cor clara denota uma elegância ímpar, assim como acidez e taninos nos lugares certos. Muita gente deve achar que os vinhos do DRC têm muito marketing e não valem o que custam. Valor é uma coisa particular e infelizmente esses vinhos não cabem no meu bolso, mas posso afirmar que são realmente jóias do mundo do vinho. Já tomei grandes vinhos decepcionantes e menores surpreendentes, mas quando você prova um grande vinho que corresponde e vai além da fama, aí é céu. Me lembrou muito o La Tâche que havia tomado no ano passado. Vinho oferecido pelo amigo Renato Ramos, que já me proporcionou fantásticas experiências no mundo do vinho.

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La Mission Haut-Brion 1990: Na sequência foi aberta essa garrafa do grande La Mission da mítica safra 1990, vinho com 22 anos de idade. Cor acastanhada, quase marrom, mas bem mais escura que o Grands-Échézeau. Aromas medicinais de iodo, mertiolate e muito estábulo. Havia taninos (ainda bem), mas extremamente delicados. Acidez, fim de boca e mineralidade ainda bem presentes. Prova viva de que grandes Bordeuax envelhecem muito bem. Vinho também ofertado pelo amigo Renato.

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Ducru-Beaucaillou 1999: O adolescente da turma, apesar de ser mais velho que o borgonha. Levado pelo amigo Ricardo Salmeron. Vinho marcante, roxo, escuro, aromas vibrantes de cassis, licor, porto e discreto mentolado. Está no ponto do prazer para quem não tem costume de tomar vinhos muito envelhecidos. Diria ser o mais fácil de agradar os neófitos.

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Nossa Cozinha Bistrô, a surpresa do ano!

No ano de 2011 Brasíla recebeu uma invasão de restaurantes do eixo Rio-São Paulo. Em comum preços a um patamar jamais visto na cidade, é bem verdade que também houve uma escalada nos padrões de atendimento e instalações. Restaurantes badalados, cheios, caros e glamurosos, mas que ainda não conseguiram fazer da comida o diferencial.

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Contrapondo-se a isso surgiram alguns pequenos restaurantes, com poucas mesas, poucos funcionários e pouco luxo; porém com comida saborosa, vibrante e de preços  justos. Um deles é o Nossa Cozinha Bistrô que fica na CLN 402 bloco C (tel. 61-3326 5207), virado para área residencial. Um bistrô com poucas mesas que vem sendo bastante comentado na cidade. Não abre aos domingos, mas nos dias em que funciona é quase impossível conseguir uma mesa sem reserva. No almoço há duas opções fixas e outras duas variantes para cada dia da semana. No jantar oferece mais opções, incluindo alguns pratos do almoço. Não é um restaurante para competir com os “estrangeiros” da cidade, mas uma opção certeira para quem quer comer bem.

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As melhores garrafas de 2011!

Houve outras, mas por motivos alheios à minha vontade, não pude ter a posse das mesmas para estarem na foto. Aí vai:

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Da esq.p/dir: PulignyMontrachet 1 cru-Domaine Leflaive “Clavoillon” 06 (branco), La Tâche 94, Corton “les Pougets”-Domaine de Montille 04, Clos Rougeard “le Bourg” 07, Clos Rougeard “brézé” 06 (branco), Corton Clos du Roi-Domaine Prince Florent 04, Pouilly-Fuissé “les Chevriéres”-Domaine Valette 06 (branco), Perrières- Marc Kreydenweiss 08 (Rhone)

Você sabe decantar Champagne?

Sabe aquela história de que Champagne sem perlage não tem graça? Isto está mudando, nem só de borbulhas vivem os espumantes. Hoje em dia está se dando muita atenção aos aromas desses vinhos, mesmo que o perlage seja sacrificado. Para o desenvolvimento desses aromas, que até então eram secundários em relação às borbulhas, os espumantes estão sendo decantados (na verdade aerados), e para isso há algumas dicas que devem ser seguidas.
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A primeira dica é se usar um decanter de pescoço longo, bojo estreito, igual ao usado para vinhos tranquilos envelhecidos, que irá gerar uma perda de 15% a 20% do perlage, mas proporcionará aromas que dificilmente aparecem quando o espumante é servido diretamente na taça flute.
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A segunda é manter o Champagne por 30 minutos em decanter e depois servi-lo em copo para vinho branco e não em copo flute.
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A última dica é, sempre que possível, passar champagnes envelhecidos, principalmente os safrados, pelos decanters. Nesses vinhos o perlage já não será tão intenso, e os aromas se desenvolverão mais rapidamente, mas não se esqueça de diminuir pela metade o tempo de aeração e servir a uma temperatura um pouco mais alta.

Abaixo 02 curtos vídeos de decantação de Champagne:

http://www.youtube.com/watch?v=aWSsVyEWVuI&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=QGWfqonxv_A&feature=related 

Degustação imperdível de Fim de Ano

Degustação imperdível de Fim de Ano. Serão dois vinhos da Borgonha e uma raridade do Loire. Confira:

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Chateau de Latour Clos Vougeot Grand Cru- VIEILLES VIGNES 2004

Considerado um dos melhores Clos Vougeot e o único a vinificar dentro da propriedade (uma construção histórica estabelecida em 1336). A família Labet tem 6 hectares dos 50 totais (maior proprietária) deste que é um dos mais famosos vinhedos do planeta. 100% Pinot Noir.

Esse exemplar é o top da vinícola (vinhas velhas), feito de videiras plantadas em 1910 (101 anos). R$ 1.509,00 (Safra 06; a 04 não está mais disponível) na importadora Decanter.

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Clos Rougeard “le Bourg” 2004

Fantástico vinho do Loire, 100% Cabernet Franc, top da vinícola que só é feito em safras especiais. Produção de apenas 3.200 garrafas, 1/5 da produção fica na vinícola e o restante é rapidamente adquirido pelos restaurantes 3 estrelas da França. Raridade, não tem importador no Brasil. Sem oferta.

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Nuits St.Georges Domaine Bouchard Père Et Fils 2008

Vinícola com mais de 100 anos de tradição, esse exemplar apresenta um rubi com reflexos azulados. Aromas apimentados com notas de compota de frutas vermelhas misturadas com um toque de tabaco. Boca de sabor intenso, rica e carnuda, com taninos muito agradáveis. 100% Pinot Noir, R$ 290,00 na importadora Grand Cru.

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SERVIÇO:

Entrada: Capuccino de Cogumelos Trufados

Prato: Coq au Vin

Sobremesa: Crepe Suflê Caramelado com Calda de Maracujá

Água com e sem Gás.

Preço: R$ 290,00 por participante.

Vagas Limitadas a 09 (nove) Pagantes.

Inscrições só serão confirmadas mediante comprovação de pagamento.

Data: 17/12/2011- Sábado

Local: Restaurante L´Affaire (Shn Qd 5 Bloco I
Asa Norte- no Hotel Mercure Brasilia Lider- ao lado do McDonald´s do Eixo Monumental).

Hora: 13:45 (às 13:45 recebemos os pontuais com espumantes e às 14:00 iniciamos)

Outras despesas correrão por conta do solicitante.

Inscrições pela seção Comentários (deixando e-mail e telefone para receber orientações de depósito bancário) e pelo telefone 61-8412 9781.

Almoço Harmonizado com Clos Rougeard “Le Bourg”

Conheça um pouco sobre esse vinho raro, que em breve estará presente em um almoço harmonizado de fim de ano (apenas 09 vagas) que estaremos anunciando aqui no DCV:

Clos Rougeard é uma das mais antigas propriedades do Vale do Loire, e ainda assim são quase anônimos nos EUA. De propriedade da família Foucault desde 1894, Clos Rougeard emprega a receita habitual para a excelência absoluta: terroir excepcional, vinhas velhas, rendimentos extremamente minúsculos, e incrível atenção aos detalhes.

Nadi e Charlie, os dois irmãos que tocam a propriedade, também aderem as tradições antigas da família, de agricultura biológica, engarrafamento sem filtragem e mínima trasfega, para manter os vinhos em sua forma mais pura e menos manipulados.

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Saumur Champigny “Le Bourg”
3.600 garrafas produzidas
Veja a degustação aqui

Vinho top dos Foucault (não é produzido em toda safra) feito à partir de vinhas de 80 anos de Cabernet Franc, cuidadosamente podadas para produzir rendimentos extremamente  baixos, mesmo para o Vale do Loire. “Le Bourg” é super concentrado, com níveis intensos de frutas, com sabores de especiarias, trufas, violetas e tabaco.

Por que você não ouviu falar de Clos Rougeard?

Há uma série de razões para que uma das melhores propriedades de Cabernet Franc em todo Loire seja desconhecida nos EUA, e consequentemente em vários outros países.

O vinho é feito em quantidades absolutamente microscópicas: a propriedade produz quatro vinhos diferentes (3 Cab Franc e um Chenin Blanc), que respondem por uma produção total de 2.700 caixas.

Os irmãos proprietários, Nadi e Charlie, mantêm 1/5 da produção na propriedade.

Restaurantes franceses 3 estrelas e o público francês, adorador dos Foucault, adquirem a maior parte da produção, e não mais que 30 caixas de qualquer cuvee chega a Nova York por ano.

Nem os vinhos dos Foucault , nem a região (Loire) são avaliados por críticos de renome internacional.

Oportunidade única. Aguardem!

Dica de Presente de Natal para Enófilos!!!

O livro 100 garrafas Extraordinárias da mais bela Adega do Mundo (editora Boccato – R$ 168,00) de autoria de Michel-Jack Chasseuil traz histórias muito interessantes sobre cada garrafa editada no livro. Em alguns casos ele conta a verdadeira peregrinação para conseguir a tal garrafa, e as trocas que fez para obter  outras como a magnum 1947 de Cheval Blanc, em que teve que oferecer várias garrafas 750 ml de um certo vinho para consegui-la. Eu já havia feito uma postagem sobre o autor intitulada “O maior colecionador de vinhos do Mundo”, mas posteriormente descobri que a sua coleção de 35.000 garrafas era ínfima, se comparada a certos colecionadores que chegam a ter 30.000 garrafas de uma única safra de Bordeaux. Mesmo não sendo a maior, é sem dúvida muito interessante, confira no link: https://decantandoavida.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=175:o-maior-colecionador-de-vinhos-do-mundo&catid=1:artigos-posts

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Enoteca Decanter Brasília está com excelentes vinhos em Enomatic

A Enoteca Decanter aqui de Brasília está disponibilizando ótimos rótulos para apreciação em taça, na máquina Enomatic. Provei os vinhos e constatei a qualidade. O chileno Villard Tanagra Syrah 06 tem aromas intensos de café e chocolate amargo. Encorpado. O supertoscano Cerviolo 2000 ainda está muito vivo, com aromas de grafite e vibrante. Altas Quintas Obsessão 04, côco queimado e textura de porto, fantástico. Chateau de Bouscassé Vieilles Vignes 1998- Alain Brumont, um tannat completamente domado, com aromas de iodo e mertiolate. Um vinho para quem aprecia exemplares envelhecidos, onde não há mais fruta fresca, e sim complexidade. Clique na imagem para aumentar.

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