Les Jardins de Bouscassé, ótimo branco do Madiran

Vinho branco do sudoeste da França, da AOC Pacherenc du Vic Bilh, feito pela lenda do Madiran, o francês Alain Brumont. O vinho elaborado é oriundo de viticultura orgânica, colheita manual, fermentado e envelhecido em cubas de inox.

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O exemplar tomado foi da safra 2005 e apresentou uma cor amarelo-ouro com uma bela luminosidade. No nariz aromas florais, e na boca uma untuosidade e corpo bem marcantes; sustentados por um agradável frescor. Um vinho muito interessante, feito 100% com a uva autóctone Petit Courbu. Uma bela alternativa para fugir um pouco dos clássicos chardonnay e sauvignon blanc.

Jantar harmonizado com vinhos Bettú

Jantar harmonizado com vinhos Bettú, na presença do próprio, acontece no restaurante carioca Aprazível, do meu amigo Pedro Hermeto. Se morasse no Rio de Janeiro não perderia por nada. Confira:

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Degustação de Vinhos Bettú
O Aprazível, em rara oportunidade,tem o prazer de oferecer um jantar com degustação de vinhos do cultuado produtor Vilmar Bettú.
Será uma experiência única de bater um papo com o aclamado vinhateiro e descobrir novidades.
O evento acontecerá no dia 14 de novembro, segunda-feira, véspera de feriado, às 20h.
Sobre os vinhos Bettú:
O vitivinicultor Vilmar Bettú tem sua propriedade localizada no município gaúcho de Garibaldi, na região da Serra Gaúcha, onde produz vinhos artesanais que são verdadeiras relíquias, seguindo uma filosofia muito particular, com micro vinificações que fogem totalmente ao padrão do mercado. Sua produção é limitadíssima e, dependendo da uva, chega a apenas 10 litros por safra…
 
Os seguintes vinhos serão degustados:
Gewurzstraminer 2010
Merlot Rose 2010
Merlot 2006
Corte Bordalês 2002
Tannat 2003/04
Cabernet Sauvignon 2002
Malvasia de Candia Licoroso 2005
 
O menu servido no jantar será o seguinte:
 
Couvert:
Da Casa
(pães artesanais, pão de queijo, pizza branca,
vinagrete de sarnambi, berinjela agridoce e manteiga).
Entradas:
Casquinha de caranguejo
(carne catada, refogada, coberta com
farofa de mandioca)
ou
Escondidinho de Carne Seca
(purê de batata barôa, carne seca desfiada,
queijo fundido e parmesão gratinado)
Pratos:
Delicioso Cabrito
(assado no vinho tinto, acompanham purê de inhame, cebola caramelada, cogumelo Paris e brócolis)
ou
Medalhão
(em molho de vinho do Porto, acompanham batata Aprazível e banana gratinada com creme de espinafre)
Sobremesas:
Banana Santa Teresa
(grelhada com canela e açúcar, servida com sorvete de creme,
calda quente de chocolate e amêndoas picadas)
ou
Morango do Amor
(morangos flambados com suco de laranja e cointreau derramados sobre sorvete de morango, suspiro e creme de leite batido)
 
Valor: 180 reais por pessoa (serviço incluso)
 
Reservas com Andréa Setúbal, do Departamento de Eventos:
Telefones: 2508-9174 / 2507-7334 (digite 6)
O Aprazível fica na Rua Aprazível 62, em Santa Teresa.
Para informações sobre como chegar, acesse:
www.aprazivel.com.br.

Inauguração do Espaço Gourmet do Park Shopping com show de Ed Motta

Ontem houve a inauguração do novo Espaço Gourmet do Park Shopping Brasília. O evento contou com a presença das atrizes globais Christine Fernandes, Flávia Alessandra, Fernanda Lima, Deborah Secco e Guilhermina Guinle. O serviço de buffet foi impecavelmente comandado pela Sweet Cake, na presença do sempre atencioso e simpático Celso Jabour. Houve também um pocket show do cantor Ed Motta, que revezou teclado e guitarra de acordo com a música a ser executada. A nova área do shopping é bastante ampla e abriga os restaurantes Antiquarios Grill,  Barvacoa, Le Vin, La Tambouille e o The Fifties.

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Quinta da Figueira, o vinho de garagem de Florianópolis

Tenho passado um bom tempo garimpando produtores pouco conhecidos do público em geral, mas que fazem vinhos diferenciados e prazerosos. Desta vez tive a oportunidade de conhecer os vinhos da Quinta da Figueira, feitos pelo enólogo Rogério Gomes em Florianópolis. Verdadeiros vinhos de garagem, pois são feitos na garagem de seu pai. O Rogério compra uvas dos Vinhedos Terras Altas (em frente a Villa Francioni e atualmente arrendado para Quinta da Neve), Vinhedos do Monte Agudo, Tenuta do Sol e Suzin, todos em Santa Catarina.

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Gomes adquiriu barricas usadas da Villa Francioni, que foram enviadas ao famoso tanoeiro Eugênio Mezacasa em Monte Belo do Sul, para raspagem e tostagem, e hoje já possui mastelas de fermentação, bomba de trasfega, filtro italiano, prensa italiana, desengaçadeira, enchedora italiana, barricas novas, tanques e contratou o laboratório Labran para realizar as análises dos vinhos e auxiliar na fabricação.

O nome Quinta da Figueira foi escolhido para homenagear a figueira centenária que há na praça XV em Florianópolis e é símbolo da cidade, mas vamos aos vinhos. Degustei 06 vinhos:

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Savignon Blanc 2009: Um dos primeiros vinhos da vinícola, feito com uvas compradas da Quinta da Neve, quando o parreiral estava com 03 anos de idade. O mosto foi fermentado um tempo com as cascas, o que gerou uma intensidade de cor pouco comum nos s.blanc, e foram usados chips bem tostados, resultando em um vinho fora dos padrões da uva. Ao ver a cor na taça me animei, mas achei o vinho pouco aromático, com aroma de lavanda e final de boca pobre. Sem dúvida uma curiosidade, devido a sua raridade restrita a 10 garrafas.

Chardonnay 2010: Uvas compradas dos Vinhedos do Monte Agudo. O vinho foi feito ao método do velho mundo, quando não havia muita tecnologia para elaborar brancos. A metade das uvas foi fermentada com as cascas em tanque aberto e a outra metade fermentou em baixa em tanque fechado. Os dois vinhos foram misturados e o corte foi clarificado e filtrado antes de engarrafar. Isso tudo gerou um vinho laranja, lindo, que não deve ser tomado à noite como eu fiz, sob pena de não se emocionar com a bela cor. Nariz bem mais intenso que o sauvignon Blanc, com toques de caramelo e cítrico, mas achei um pouco sem alma no gole. Gostaria muito de ver outra safra desse vinho, nesse mesmo estilo “Orange Wine”-que adoro- com mais presença de aroma de boca e final longo.

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Quinta da Figueira-Reserva Perpétua Lote I: Aí a coisa ficou séria. Eu que normalmente simpatizo mais com os brancos, me encantei com esse vinho. O Lote I é um corte de uvas da Safra 2009 e 2010, os quais passaram por barricas americanas, francesas, de tosta média, novas e usadas. As uvas são oriundas dos Vinhedos Terras Altas e Vinhedos do Monte Agudo. 80% C.Sauvignon e 20 % Merlot. Cor violácea com muito brilho, sem aroma algum de estrebaria, bastante comum nos vinhos brasileiros, expressando muita fruta fresca, mineral, acidez perfeita, de corpo médio para cheio, taninos quase imperceptíveis, muito finos. Encantou toda a mesa. Era o preferido até então.

Quinta da Figueira-Reserva Perpétua Lote II: Quando todos se davam por encantados com o Lote I, o Lote II surgiu para desfazer a unanimidade. Alguns continuaram preferindo o I e outros mudaram imediatamente a preferência para o II. Esse segundo tinto é uma mistura de 40% do Lote I com 60% de Merlot 2011 adquirido da Suzin. O vinho é mais turvo e mais claro que o anterior, de uma maciez incrível, que foi sorvido aos elogios por toda mesa.

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A postagem já está enorme, então deixo para outra oportunidade os dois vinhos tintos restantes, que foram o Winekit 2008 e o Cab. Sauvignon 2008 Pitanga, os dois primeiros vinhos produzidos pela vinícola. Parabéns a Quinta da Figueira que já mostrou grande qualidade em seus primeiros vinhos.

 

Clos Rougeard “le Bourg” 2007

Clos Rougeard tinto, como eu precisava tomar esse vinho. Depois de tanto ouvir o Jô falar a respeito e de ler sobre o mesmo, havia virado uma quase obsessão. Já havia provado o branco, veja aqui, mas o tinto é de uma raridade ainda maior.

O Clos Rougeard é uma propriedade dos irmãos Charlie e Nady Foucault, que fica no Loire, especificamente em Saumur-Champigny, que não é uma apelação de boa reputação. A sede está localizada no meio da vila de Chacé e apesar da reputação da apelação faz vinhos de excelência.

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A configuração da vinícola é artesanal ao extremo, à moda antiga. A vinha é arada, herbicidas e fertilizantes artificiais jamais foram utilizados. Os rendimentos são baixíssimos e o fruto é totalmente desengaçado, com triagem antes e depois da colheita.

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São feitos cinco vinhos, 03 tintos – Genérico, “les Poyeux” e o top “le Bourg” (que só é feito nos melhores anos). Esse último vem de um vinhedo de apenas 01 hectare de vinhas de 70 anos e é maturado em barricas novas, o “les Poyeux” em barricas de um ano, e o genérico em barricas mais antigas. Os dois brancos são o “Brézé” seco, e quando as condições permitem, o Coteau Saumur de sobremesa.

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Ao se ouvir a menção Saumur-Champigny, a maioria das pessoas pensa em um vinho mais leve que um Chinon ou Bourgueil, sem passagem por madeira, e melhor apreciado quando refrescado como um Beaujolais. Com a fruta bem evidente e melhor se consumido em até três anos após a colheita.

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O Clos Rougeard não é assim. O vinho tomado foi o “le Bourg” 2007 (100% cab.franc), um vinho substancial, mas sem super-extração. Barricado, mas sem exagero, uma leve estrebaria, um couro com fruta, profundo, taninos sofisticados, acidez e mineralidade. Um vinho harmonioso e elegante, inesquecível.

 

Vinhos do Jô encantam novamente!

jo1Meu amigo deu o ar da graça novamente aqui por Brasília e como não poderia deixar de ser, trouxe umas preciosidades na mala. Em noite inspirada, ele, eu e o amigo Abílio Cardoso nos reunimos para tomar vinhos de baixíssimo nível de So2, que coincidentemente ou não, sempre que os tomo, acordo bem mais inteiro que quando bebo os com mais So2 (lembrando que a legislação brasileira permite até 350 mg por litro – esses vinhos têm apenas de 15 a 20 mg/l). O Jô não gosta de aparecer, e na foto está reclamando por tê-lo fotografado. Se continuarjo7 trazendo vinhos desse porte, a bronca está liberada. Abaixo a relação do que foi tomado, e em próximas postagens vou detalhar cada um deles.

Domaine Valette- Pouilly-Fuissé “Les Chevriéres” 2006 (Borgonha)-levado por mim.

Clos Rougeard “Le Bourg” 2007 (Loire)

Marc Kreydenweiss – Perriéres  2008 (Rhone)

Negre ScalaDei, a jóia do Priorat

negre2002bnegre2002Meses atrás um restaurante italiano em Brasília mudou de endereço e vendeu parte de seu acervo de grandes vinhos. Fui lá para conferir – sempre buscando barganhas e garimpos, para melhor informar ao internauta. Para minha surpresa algumas ampolas dignas de registro foram adquiridas. Todas eram garrafas únicas, que não podem ser encontradas para venda. Mais adiante falarei destas outras “conquistas”  🙂

No momento falarei daquela que acabei de beber.

Negre 2002 Scala Dei, da região do Priorat, Espanha. Uma verdadeira jóia da Península. Um varietal 100% uva garnacha. Talvez o melhor representante da garnacha espanhola. Um achado do Priorat. Um dos melhores produtores da região. Aromas alcaçuz e singelo mentolado. Na boca elegância, harmonia e final de longa permanência. Gosto de quero mais, muito mais. Vinho para mais 10 anos com total segurança. Nota: 92 pts. Provado no dia dos pais (15/8) no restaurante francês Alice, com um magret ao molho de cebolas carameladas e tarte de pêssegos.

Suco de uva INTEGRAL traz mais benefícios que o vinho

Participei de algumas palestras em Garibaldi/RS, onde estive a convite da Cooperativa Garibaldi, que está comemorando 80 anos, para conhecer sua estrutura e participar da Fenachamp.

Das palestras apresentadas na sede da cooperativa a mais surpreendente foi a da Dra. Caroline Dani. Biomédica com mestrado e doutorado, professora titular do Centro Universitário Metodista IPA, ela atua principalmente na Bioquímica da Nutrição e é talvez a principal pesquisadora do país no tema Suco de Uva. Ela apresentou os benefícios de se tomar 400 ml de suco de uva INTEGRAL, ao dia. Veja os principais tópicos da palestra:

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O “suco” de caixa que compramos no supermercado é um néctar (com adição de água e açúcar) que tem baixa quantidade de polifenóis (dentre eles o resveratrol) e por isso é pouco eficaz.

Para se retirar proveito dos polifenóis, devemos consumir suco de uva INTEGRAL (não contém água nem açúcar) e se for INTEGRAL ORGÂNICO haverá benefício ainda maior.

O suco de uva Integral normalmente é feito de uvas de mesa, pois o feito de uvas viníferas (usadas para fazer vinho fino) é pouco palatável, apesar de conter mais polifenóis, sendo ainda mais benéfico. Esse suco é mais difícil de ser encontrado no comércio. Ex: Suco de uva integral feito de Cabernet Sauvignon.

O suco de uva integral é muito mais rico em Polifenóis e Antioxidantes que qualquer outro suco, como o de laranja por exemplo.

Os benefícios da ingestão diária de 400 ml desse tipo de suco são:

Coração– Prevenção das doenças vasculares

Cérebro– Prevenção de Parkinson, melhora da memória, percepção, atenção, raciocínio, aprendizado e cognição.

Câncer– Ação antioxidante e diminui os danos cumulativos do envelhecimento.

Fígado– proteção hepática pelos polifenóis

Obesidade– o suco de uva integral possui fibras saciando a necessidade de comer em demasia, e após 03 meses do consumo diário recomendado, diminui a gordura abdominal.

A Dra. Caroline também explicou que o suco de uva integral é um preventivo e não um curativo. Que hábitos de vida sedentários e obesidade praticamente anulam os benefícios do suco. Assim a ordem de preferência pelos sucos de uva seria a seguinte:

Suco de Uva Integral de uvas Viníferas (ex: cab. sauvignon, merlot, tannat…) difícil de encontrar, pouco palatável, mas de maior quantidade de polifenóis.

Suco de Uva Integral Orgânico: por ter menos agrotóxicos na plantação gera mais polifenóis que os integrais não orgânicos.

Suco de Uva Integral: mais barato que os integrais orgânicos, com menos polifenóis, mas ainda eficaz.

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A conclusão é que para se obter os benefícios da uva tinta (a branca contém quantidade muito menor de polifenóis) deve-se tomar 400 ml de suco de uva integral diariamente. Assim, é melhor tomar o suco ao vinho, pois no vinho há presença do álcool (perdendo a proteção hepática dos polifenóis), e consumo diário necessário para gerar as vantagens pode não se tornar benéfico e o preço seria bem mais elevado. Tomar vinho é maravilhoso, mas em questão de benefícios para saúde, o suco de uva integral é mais eficaz.

Essa postagem não é científica, mas os dados aqui expostos foram apresentados com embasamentos científicos pela Dra.Caroline que deixou seu e-mail para quaisquer esclarecimentos: [email protected] fotos:Thaíse Teixeira