Certa vez o amigo Petrus, da Confraria Amicus Vinum, perguntou-me onde arrumei as taças que ele conheceu em minha casa, ao tomar vinho. Ele tinha achado um Show (não é assim que o “formigão” Petrus fala, mas…). E realmente não conheço ninguém que tenha iguais as que achei em São João del Rei, em minha expedição pela Estrada Real (clique aqui). Só tem estas magníficas peças quem faz emocionantes “garimpos”. [risos]
As taças são realmente belas, charmosas, estilo bordalesas e com boa abertura, além de um design moderno e elegante. Perfeitas na prática degustativa, quando necessitamos de grandes volumes para arejar o vinho e abertura estreita para concentrar os aromas.
Elas são produzidas como peças exclusivas e se compõem de duas partes: o bojo, dos famosos Cristais Hering de Blumenau (SC), e o pé em estanho, usinado manualmente há décadas, pelos artesãos do estanho de São João del Rei (MG). Foi lá onde comprei estas belezas de arte. Estas são criações da fábrica de artesanato FAEMAM, que produz arte há 24 anos, perpetuando o trabalho no estanho das mãos de artesãos-mestres a aprendizes continuamente. São peças únicas e só há duas fábricas que produzem estas taças de vinho – com pés em estanho!
Um luxo, não é mesmo. 🙂

Este vinho foi bebido num domingo, acompanhando uma refeição preparada em casa, naqueles dias em que você só quer curtir uma preguiça. Não que foi nossa surpresa a ótima combinação com a produção do dia: um fettuccine com molho de frango ao sugo, azeitonas e basílico, guarnecido com salada de almeirão e rúcula e queijo parmesão Reggiano
Outra degustação às cegas, organizada pelo Grand Jury Européen, no restaurante Laurent de Paris. Realizada em 11/01/11, com vinhos da safra 2005 e com a presença de diversos experts, como os sommeliers Olivier Poussier, Serge Dubs e o crítico Michel Bettane, o tema dessa vez foram os Premiers Grand Crus (todos os 5) e os Deuxièmes Grand Crus (13 dos 14, ficou faltando apenas o Léoville las Cases) da classificação do Medoc de 1855. Clique nos links para ver como foi essa prova. São dois links, cada um com mais ou menos onze minutos. Confira os preferidos:
Deu na BBC-Brasil (ed. 14/04/11): “Estudo sugere que vinho caro é desperdício, pois consumidor não nota diferença”. Em uma pesquisa de degustação feita às cegas realizada no mês passado, tomando 578 pessoas leigas, na Feira de Ciência de Edimburgo, na Escócia, pesquisadores da Universidade Hertfordshire, concluíram que mais da metade das pessoas não conseguem distinguir se um vinho é caro ou barato apenas provando-os. O estudo indicou que entre garrafas de 5 a 30 Libras (13 a 78 reais) as pessoas deveriam indicar quais achavam caros ou baratos. Exatamente 50% dos entrevistados erraram ao identificá-los, sugerindo que para elas não importava tanto o quanto estavam pagando.
Sabe aqueles dias em que você PRECISA sentar e relaxar? Pois bem, a noite passada foi uma destas; puro relaxamento. Depois de uma prova na faculdade, da disciplina de Técnicas Avançadas de Cozinha, que durou uns 30 minutos – foi mais fácil do que parecia, logo às 20:15 h. já estava de novo em casa. Não pensei duas vezes: -Vou rápido preparar uma pizza e abrir um bom vinho; nada pretensioso.
Que notícia maravilhosa, galera!
Continuando com o suplício aos internautas, apresento o segundo prato que preparei com um bom vinho de acompanhamento. Na verdade, a harmonização foi bem superior ao da postagem anterior, do risoto de lula. Vamos ao Menu: uma moqueca de peixe baiana com vinho rosé Paradox Mas Neuf 2009.
O vinho: