Início
Durski- O melhor restaurante do Brasil (e não fica em São Paulo)
- Detalhes
- Publicado em Segunda, 17 Junho 2013 21:46
- Escrito por Eugênio Oliveira

São Paulo tem a melhor gastronomia do país, não se discute. Tem também o melhor serviço, marca registrada dos grandes restaurantes. Talvez tenha a maior quantidade de restaurantes finos, mas o mais refinado não está por lá. Na cidade de Curitiba, Paraná, encontra-se o restaurante que detém essa glória. Seu nome é Durski, só funciona para o jantar de quinta a sábado. De domingo a quarta a casa não abre. Nem é preciso dizer que sem reserva é impossível conhecer esse templo.

Clientes especiais têm talheres de prata e guardanapos de linho com seus nomes gravados, os lustres são puro requinte e a adega... Ah! A adega... Aos cuidados de Jorge Ferlin há duas adegas. Na primeira concentram-se os vinhos de maior giro que vão de R$ 60,00 a R$ 1.000,00. Já a segunda, um verdadeiro bunker, há porta blindada e código de segurança que necessita ser digitado para abri-la. Dentro dessa, caixas e mais caixas dos vinhos do Romanée-Conti. Logo avistei um La Tâche 1978 que me fez estremecer. A carta tem 72 safras de Ch. D´Yquem , 1926 e 1927 são duas delas. Dentro dessa adega há uma escada em caracol que leva para os outros dois andares da mesma. Não há uma carta de vinhos igual a essa no país, o que se vê na internet é apenas um mini-aperitivo, não corresponde a 10% do que há na carta impressa (um verdadeiro livro) que circula pelo restaurante.
A comida é outro ponto alto, o cardápio enxuto é de altíssima qualidade. O couvert delicioso composto de pães feitos na casa, manteiga francesa, geléia de morango e molho goulash prepararam o paladar para o os principais. Meu primeiro principal foi um fettutini com bisque e camarões da baía de Guaratuba, sensacional com os vinhos brancos que mostrarei em outra postagem. No segundo prato fomos todos de Confit de Canard com creme de batatas, frutas do bosque em calda quente e maçã caramelizada. O confit desmanchava e soltava do osso com o mínimo chamado dos talheres. As sobremesas ficam a cargo da filha do proprietário, Laysa Durski, Chef Patissier formada em primeiro lugar no Le Cordon Bleu (Paris).

Obrigado Guilherme Rodrigues (Revista Gosto) e Duda Zagari (Confraria Carioca) pelos vinhos e companhia nesta grande noite.
Pena que no dia em que fomos o chef/proprietário Junior Durski não estava na casa (havia ido comemorar o aniversário da filha), mas posso dizer sem medo: Durski – O MELHOR RESTAURANTE DO BRASIL. Parabéns Junior Durski!!!
fotos: internet
Chateau Yvonne na Millésime-Bio 2013
- Detalhes
- Publicado em Segunda, 03 Junho 2013 09:06
- Escrito por Eugênio Oliveira
Na feira Millésime Bio 2013 tive a oportunidade de conhecer o proprietário de um dos vinhos que mais admiro que é o Chateau Yvonne do Vale do Loire. Mathieu Vallée também é o enólogo do Yvonne e grande admirador da música brasileira. Ele toca saxofone e cantarolou várias melodias de bossa nova quando soube que eu era do Brasil.

A propriedade faz três vinhos tintos, todos Saumur-Champigny: L´Île Quatre Sous, La Folie e Château Yvonne, e também faz um branco que é o vinho principal da casa. O Saumur Château Yvonne. Os tintos são feitos de Cabernet Franc e o branco de Chenin Blanc.
O Château Yvonne branco teve sua primeira safra em 1997 e é um vinho que envelhece em madeira nova. Esse fato aporta uma grande quantidade de carvalho ao vinho que pode confundi-lo com um chardonnay potente quando jovem. Foi exatamente essa potência que estava representada na safra 2011 que Mathieu serviu na feira. Como já tive a oportunidade de provar as safras 05, 07 e 09, sei que com o passar do tempo esse toque de carvalho amansa e evidencia a mineralidade e o cítrico, também constantes na juventude.
As vinhas são conduzidas de maneira orgânica e os vinhos tintos não têm necessidade de envelhecimento como o branco. São vinhos gastronômicos com um toque de pimenta verde e bastante suculentos. Mathieu me disse que há safras antigas do Ch. Yvonne branco, mas só para os amigos que vão visitá-lo na propriedade. O Château Yvonne participou da feira em um estande coletivo, de um grupo em que ele faz parte, chamado Vini Be Good. Nesse estande também pude conhecer outros vinhos muito interessantes de Fabrice Gasnier e Catherine et Pierre Breton.
Infelizmente o Ch. Yvonne é mais uma daquelas preciosidades sem importador no Brasil.
1o. Festival Gastronômico Albamonte
- Detalhes
- Publicado em Segunda, 27 Maio 2013 17:41
- Escrito por Antonio Coêlho

Cardápio do Festival: veja neste Link.
Feira de Biodinâmicos
- Detalhes
- Publicado em Domingo, 26 Maio 2013 21:44
- Escrito por Eugênio Oliveira
A feira Millésime Bio foi criada em 1993 por alguns produtores do Languedoc-Roussillon adeptos da cultura dos vinhos biológicos. Este ano a feira comemorou sua vigésima edição e contou com a presença de 700 produtores de todo mundo como África do Sul, Alemanha, Áustria, Chile, Egito, Espanha, Portugal, Suíça e logicamente França, que participa com a maioria dos produtores.
O evento ocorreu na cidade de Montpellier, sul da França, e durante 03 dias foi possível conhecer e provar os vinhos mais incríveis de diversas regiões. A grande dica é adquirir o livro da feira que custa 10 euros, mas fornece a relação de todos os expositores e localização dentro do Parque de Exposições. Sem esse guia você não otimizará seu tempo dentro do evento. Vá para o hotel faça o dever de casa marcando os produtores que te interessam e sua localização. Mesmo assim surgirão vários estandes fora do trajeto que te farão desviar da rota. Disciplina é essencial.
Das centenas de produtores destaco os seguintes: Pierre Frick Pierre EARL (Alsace), Domaine Barmes-Buecher (Alsace), Mark Kreydenweiss (Alsace), Jean-Claude Rateau (Bourgogne/Beaune), Guy Chaumont (Bourgogne/Givry), Pignard Roland (Bourgogne/Morgon), Vendereau Huber (Borgogne/Volnay), Ch. Le Puy (Bordeaux/Côtes de Bordeaux), Clos Lapeyre (Jurançon), Domaine Bru-Bache (Jurançon), François Chidaine (Montlouis-Sur-Loire), Domaine Vincent Gaudry (Sancerre/Loire), Ch.Yvonne (Saumur-Champny/Loire), Ogier (Chateuaneuf du Pape/Rhone), Ch. La Nerthe (Chateauneuf du Pape/Rhone), Domaine Clusel-Roch (Côte Rôtie), Domaine de La Pinte (Jura)…
No próximo ano a feira já tem data, 27,28 e 29 de janeiro em Montpellier.

