H2O gasosa e Vinho: uma combinação controversa!
A amiga Eleonora Bonorino, professora de enologia na faculdade UniEuro, me propôs uma pesquisa que topei na hora – adoro um desafio científico [risos]. E como esta é minha atual área de estudo acadêmico, fui a fundo nos livros e papers.
Qual a verdadeira vantagem do hábito de beber água gasosa para o corpo humano? Será que engorda, mesmo? Quais seriam os benefícios, caso existam? Como o organismo reage ao bebermos água com gás?
Vamos dividir este bate-papo em dois temas e em duas postagens: Gás para Saúde X Gás com Vinho. Comecemos pelo valor da água para saúde. A massa corpórea dos humanos é composta de 70% de água. Estudos comprovam que um humano médio não consegue viver por mais de cinco dias sem consumo de água, causando o falecimento dos órgãos. O ideal é beber um a dois litros de água/dia. Então fica claro a importância da água p/ nossa sobrevivência.
A questão é qual tipo de água: com ou sem gás? Grande parte das pesquisas indicam que a ingestão contínua da água com gás pode causar aumento de peso, mas coisa bem insignificante – o que era de se esperar, pois a água em essência não possui calorias. O melhor certamente – indicado pela medicina – é beber uma boa água mineral, inerte, sem peso, e com mínimo de adição de soluções tais como, cloro, sódio, etc. A água gasosa contém gás carbônico na maioria dos modelos à venda. Elas são gaseificadas artificialmente, trocando-se o oxigênio pelo gás. Por isso, ela pode afetar as paredes do estômago causando irritação àquelas pessoas com predisposição a problemas gastrointestinais, assim como acontece com todas bebidas gaseificadas (sodas, refrigerantes, etc.). Mas existem as águas gasosas naturais, estas, sim, são muito saudáveis e, na maioria, super valorizadas e cara$, pois o gás é produzido no subterrâneo da terra, geralmente pela ação de vapores de vulcões que são incorporados à água naturalmente. Como exemplo no Brasil, temos as estações hidrominerais do “Circuito das Águas” no sul de Minas Gerais. Mas atenção: marcas como S.Lourenço, Perrier e Pellegrino, ditas “terapêuticas de longevidade”, são famosas pela sua composição mineral e não por serem gasosas.

Vinho e água gasosa – Quanto a questão de proporcionar limpeza das papilas gustativas, aqui temos outro mito a contradizer, vez que qualquer água cumpre bem esta função. Aliás, a ingestão de H2O quando se toma vinho, tem dois objetivos: hidratação do corpo e limpeza das papilas gustativas. A hidratação é fundamental para quem ingere álcool. Sem isso é ressaca na certa e a dor de cabeça pode advir deste motivo. Ambas águas, mineral ou gasosa, servem para limpeza do paladar quando queremos apreciar todas as características de um bom vinho, sendo que a desvantagem da gasosa

O Château Phélan-Ségur vendeu um lote de 22 hectares, vizinhos ao Château Montrose, para esse último. As uvas dessa parcela, que pertenciam ao Montrose até o final do século XIX, agora retornam a ele, que consequentemente aumentará o número de garrafas anuais. Lembrando que o Phélan-Ségur é um Cru Bourgeois Exceptionnel (da falecida classificação de 2003) e o Montrose, um deuxième cru na classificação dos Grands Crus Classés de 1855. Assim ocorre a dança das cadeiras em Bordeaux, propriedades renomadas compram outras parcelas e aumentam a produção de seu vinho ícone. O mesmo já ocorreu com o Petrus, que comprou uma parte do Château Gazin em Pomerol. Fonte: Revista Decanter.
Um vinho fácil de beber e excelente à mesa. Delicioso italiano de corte 80% sangiovese, 10/10 Trebbiano/Cannaiolo, amadurecido 12 meses em barricas. Prove com risoto de linguiça toscana e shitake. Perfeito! Excelente custo/benefício. Ultra recomendado. R$ 39,00 – Adega Carrefour.
Nove produtores estão brigando contra as novas regulamentações que estão sendo instituídas na AC Pomerol. Segundo as novas regras, para ter o direito de usar a apelação Pomerol no rótulo o chateau terá que vinificar obrigatoriamente na apelação. Hoje, os produtores que vinificam em Lalande de Pomerol, Montagne-St-Emilion ou Artigues de Lussac podem engarrafar seus vinhos como Pomerol.
Brasília foi brindada com a presença da família Dubourdieu, representada por Jean-Jacques Dubourdieu, filho do patriarca Denis, que é enólogo, professor na Universidade de Enologia de Bordeaux (trilhando o caminho de seu antecessor Emile Peynaud) e consultor de várias vinícolas ao redor da Europa, como na própria França, Itália, Espanha e Portugal. Citando um de seus trabalhos, ele é enólogo consultor do Chateau d´Yquem.




Mais um grande vinho desta vinícola argentina da Patagônia, a Neuquén-NQN. 80% do vinho passa 12 meses em tanques de aço inoxidável e os 20% restante é conservado em barrica de carvalho francês e americano por oito meses. Quatro meses em garrafa antes de ser comercializado. Prove também o Malma Picada, da mesma vinha. Ótimo custo/benefício. R$ 45,00 – Adega Brasília (3340-2936).

