
Vinho branco da denominação pouco aclamada chamada Saumur (Loire). Eles também fazem um tinto em Saumur-Champigny que ainda não tive o prazer de experimentar. As vinhas são conduzidas de maneira orgânica e o vinho é envelhecido em madeira nova. Esse branco é um vinho luxuoso, de frescor revigorante e de uma mineralidade incrível. Característica provavelmente oriunda do solo de argila misturado a giz. Metade do vinhedo é plantado com chenin blanc de vinhas de 40 anos e a outra metade com a tinta cabernet franc.

Mathieu Vallée, proprietário e enólogo, tem uma jóia em suas mãos. O vinho em sua juventude tem cor de ouro novo, bem brilhante. Aromas de sabonete recém aberto, flores do campo, perfumado, sofisticado. Aroma de mar, aquele frescor de lençóis lavados. Na boca é um vinho gordo, encorpado (já provei mais densos), de ótimo volume. Parece não querer terminar. Jamais tome café após um vinho desses, irá apagá-lo. Seria um crime.

Infelizmente é mais um daqueles exemplares sem importador no Brasil. Pela raridade e baixo potencial comercial em nossas terras, acho difícil que chegue ao país. Vinho para se comprar de caixa nas viagens ao exterior.(vinho da esquerda-mais claro- é o Yvonne)

Desde julho do ano passado fiquei de comentar alguns vinhos raros que trouxe de Buenos Aires. Este é o primeiro do lote trazido à época. Sobre a gastronomia portenha já comentei em postagem anterior (
Ainda permanecendo na área dos brancos, visto a época de verão, este delicioso Chardonnay da Nova Zelândia, da região de Marlborough, é elaborado sem contato com madeira para preservar as exuberantes notas de frutas tropicais. Rico, intenso e elegante, é uma ótima pedida para acompanhar peixes leves e saladas. R$ 80,00 – Vinci, Mistral.
Vinhos: você sabia que…