No próximo dia 10/05 o sommelier chileno Alex Ordenes (Adega do Vinho) estará comandando um jantar harmonizado com vinhos de autor no restaurante Unanimitá. Clique na imagem para aumentar:

No próximo dia 10/05 o sommelier chileno Alex Ordenes (Adega do Vinho) estará comandando um jantar harmonizado com vinhos de autor no restaurante Unanimitá. Clique na imagem para aumentar:

Minha mais recente investida nas panelas resultou neste delicioso prato: Codornas ao forno, desossadas e recheadas com farofa de pão caseiro e frutas, guarnecidas com arroz de ervas. Para acompanhar, um corretíssimo vinho tinto do Languedoc, da França, o sapinho arrogante.
As codornas fiz para testar uma receita que pretendo mostrar aos amigos Chefs da confraria Toque de Chef. Registrei no painel abaixo 4 fotos do processo de execução do preparo, que demandou certo tempo no desosse das pequeninas penosas…estava destreinado, galera, e convenhamos, desossar as mais minúsculas aves de apenas 180 gramas é pra muito bom cozinheiro, mesmo [risos]. E até que me saí bem, gastando cerca de 10 minutos em cada uma. Mas valeu a pena pois a turma lambeu os beiços de tão saborosas ficaram. De cima para direita temos: codornas cruas prontas para o desosse; recheio da farofa pronto; aves já recheadas e costuradas; e assadas no forno 190 graus por 25 minutos.
O vinho escolhido foi Arrogant Reserve Frog 2009. Um exemplar que harmonizou com precisão com o prato. Do renomado Domaine Paul Mas, esta ampola tinha bons taninos e boa estrutura. Um blend de Syrah, Grenache e Mourvèdre, que trouxe notas tostadas e frutas frescas à boca. Passa seis meses amadurecendo em barricas americanas e francesas. Uma aposta mais simpática desta incrível vinícola francesa (nota: 89 pts). PS: o prato da vez também poderia harmonizar com um bom vinho branco de corpo médio/pesado, facilmente. Faça o teste! >:o)
O restaurante D.O.M. de Alex Atala é eleito 4o. Melhor do Mundo pela revista britânica Restaurant.
Em uma votação super concorrida, que participaram mais de 800 integrantes da comunidade gastronômica mundial, o D.O.M. desbancou até mesmo a cozinha de Massimo Bottura (Osteria Francescana, Itália), eleito maior Chef do ano passado pela mesma revista, e galgou mais 3 degraus na escala ficando agora na quarta posição do ranking dos Top-10.
É isso aí, Atala. Continue a mostrar nossa cultura culinária e a dizer ao mundo em 4 palavras:
WE HAVE A GASTRONOMY !!!!
PARABÉNS também às Chefs Helena Rizzo (Mani, SP) e Roberta Sudbrack (RJ), que conquistaram as posições 51 e 71, respectivamente.

Comentar vinhos tomados em uma feira não é um trabalho fácil, principalmente quando se está na melhor feira de vinhos que uma importadora já fez na cidade.


Cerca de 400 rótulos de todo o mundo e de qualidade irrepreensível. Taças grandes (e não aquelas ISO) e muita água, inclusive importadas (Perrier e San Pellegrino).


Falando dos vinhos, os que mais me encantaram foram os seguintes:
Billecart-Salmon Brut Rosé (Champagne), Chateau Roubine rosé Cru Classé (Provance), todos os vinhos naturais alemães do Clemens Busch, os Riesling Hugel do simpático Etienne Hugel, o fantástico Bordeaux natural Château Penin “Natur”- 100% merlot-de Patrick Carteyron, os borgonhas Le Renard do Domaines Devillard, o Capellania (branco) e o Castillo de Ygay (tinto) de Marques de Murrieta (Espanha), Chateauneuf du Pape do François Perrin (Beaucastel) e seu Muscat, Sagrantino de Montefalco (Collepiano e 25 ani) de Arnaldo Caprai, o lançamento português Carm Zero So2, o Le Puy (Bordeux biodinâmico), Philippe Pacalet (Pommard, Chambolle-Musigny e Mersault- todos Village), o Bordeaux branco de André Lurton-Ch. La Louviére, Clos Ouvert Primavera– um chileno formidável…



Parabenizo a importadora por essa primeira jornada na cidade e agradeço a receptividade de Celso La Pastina, Juliana La Pastina, Mathieu Péluchon, Crislene Gomes e toda equipe WorldWine que juntos fizeram esse evento inesquecível.




AMOR, PAIXÃO, ALEGRIA, SATISFAÇÃO, GRATIDÃO, EXTASIAMENTO, CUMPLICIDADE, UNIVERSALIDADE…
São tantas palavras de sentimentos que inspiram esta Cidade.
Do desenho criamos um mundo,
uma vida!!
UMA HOMENAGEM DO SITE DCV A TODOS NÓS, CANDANGOS E BRASILIENSES, QUE SOUBEMOS TORNAR REALIDADE O SONHO DO CRIADOR.
PARABÉNS !!
A vinícola chilena Clos Ouvert, administrada por dois franceses sofreu muito com o terremoto de 2010. 70% da produção foi perdida. Louis-Antoine Luyt saiu da sociedade para formar a vinícola que leva seu nome.
Seus vinhos ainda não têm importador no Brasil, porém tive a oportunidade de provar dois de seus exemplares. Ele faz vinhos sem nenhum sulfito, de alta graduação alcoólica e sem filtragem. Em um dos rótulos havia escrito “Puro Vino Generoso”, que em Portugal implica em vinhos fortificados (com adição de álcool) resultando em teor alcoólico de 14 a 18 GL. Como os vinhos são chilenos não sei afirmar se esse processo ocorre nesses exemplares. Contudo não ficaria surpreso, pois o Cot Rouge tem 16,5%, o Huasa Pais 15% e o branco 16,5%.

O primeiro vinho degustado foi o Cot Rouge. Cor altamente turva com aromas de cereja e um pouco de estrebaria. Amargor que não deixa ficar enjoativo e nenhum adocicado presente. Lembra muito os borgonhas sem sulfito do Pacalet. Vinho bastante interessante, com decantação altamente recomendada. O vinho tinha 16,5 % de álcool que inicialmente assustou, mas na prova ele não se mostrou agressivo.

O outro vinho foi o branco feito da uva Moscatel Rosada. Também com 16,5% de álcool e sem sulfito, esse foi o branco de maior teor alcoólico que já provei. Novamente o número impresso no rótulo parecia estar errado, pois o álcool em nada agredia. Esse é um exemplar intrigante. Cor bem amarelada, novamente turvo, com aromas de gengibre e quentão, lembrando muito o chardonnay zero So2 do Marco Danielle.
Pinot Noir americano, mais precisamente de Sonoma na Califórnia. Vinho concentrado para quem tem preferência por pinot da Borgonha, Loire ou Alsace. Um vinho com 14,2 de graduação alcoólica e de cor mais escura que o normal. Aromas explosivos de geléia de mirtilo e amora com toques de morango e framboesa. Resumindo: nariz adocicado.

Na boca não se nota desequilíbrio do teor alcoólico, mas é um vinho muito encorpado para os moldes da pinot noir. Ele se expande e satura o paladar com sua força. Tanino doce, um pouco picante e de final longo.

Eu nunca havia bebido esse vinho e morria de curiosidade em conhecê-lo. Já li algumas críticas que o consideram o “melhor” pinot americano, mas para mim faltou aquele amargor que te faz buscar o próximo e o próximo… gole. Esse vinho não tem importador no Brasil e custa uns 150 dólares nos EUA. Talvez se na garrafa estivesse escrito Shiraz no lugar de Pinot eu tivesse gostado mais. Para quem aprecia o estilo encorpado, baixa acidez e nariz adocicado é um belo vinho. Talvez eu tenha implicado um pouco por esperar muito desse vinho e pelo fato de ter sido tomado na sequência do Montrachet 98 que postei aqui.
A importadora B-Cubo, juntamente com a distribuidora Barolo e o restaurante La Plancha estão realizando um jantar harmonizado no dia 19/04. Confira:

Acontece nessa quarta-feira dia 18/04 a World Wine Experience. Feira da importadora paulista que ocorre pela primeira vez na cidade. Grande oportunidade de conhecer os vinhos trazidos por essa diferenciada empresa.
World Wine Experience:
Dia 18 de abril/ Brasília
Local: Hotel Naoum (SHS Qd. 05, Bloco H)
Horário: das 17h00 às 21h
Valor do ingresso: R$ 180,00
Ingressos no Restaurante Piantella (3224-9408) ou na Expand (3226 6800).
Noite de vinhos chilenos de safras antigas. Confesso que já não sou mais tão fã de vinhos potentes e de muita extração como costumam ser os exemplares do novo mundo. Taninos nervosos, cor negra, aromas doces e mentolados não são características que me entusiasmam e são essas as mais encontradas nos exemplares chilenos e argentinos. Pois bem, tenho que admitir que os vinhos degustados fugiram bastante das características expostas acima.

O Domus Aurea 1998 apresentou incríveis aromas de cominho e curry que jamais havia percebido em um vinho chileno. Couro e estrebaria também presentes, com taninos suaves e fáceis. Um super-vinho.

Em seguida foi aberto o Morandé Edición Limitada Carignan 2001. Vinho de Pablo Morandé, feito de vinhas muito velhas. Outra pluma para um vinho chileno. Muito caramelo e biscoito no nariz, novamente taninos amigáveis. O mais “chileno” dos três.

Por último abri o Cabo de Hornos 1999. O mais elegante da noite. Maciez, suavidade, taninos encantadores, acidez e mineralidade na medida. Vinho dificilmente encontrado hoje em dia. O preferido da rodada.
Os três vinhos apresentaram turbidez, devido ao remanescente de sedimentos, mas isso em nada interferiu na qualidade dos mesmos. Embora tenham se tornado mais domados e elegantes pelo envelhecimento, não espere tomar um vinho chileno ou argentino envelhecido com características de um francês por exemplo. Sempre apresentarão o esqueleto da região. Exceções existem, como o argentino Monchenot, mas como disse, são exceções.