Pinot Noir americano, mais precisamente de Sonoma na Califórnia. Vinho concentrado para quem tem preferência por pinot da Borgonha, Loire ou Alsace. Um vinho com 14,2 de graduação alcoólica e de cor mais escura que o normal. Aromas explosivos de geléia de mirtilo e amora com toques de morango e framboesa. Resumindo: nariz adocicado.

Na boca não se nota desequilíbrio do teor alcoólico, mas é um vinho muito encorpado para os moldes da pinot noir. Ele se expande e satura o paladar com sua força. Tanino doce, um pouco picante e de final longo.

Eu nunca havia bebido esse vinho e morria de curiosidade em conhecê-lo. Já li algumas críticas que o consideram o “melhor” pinot americano, mas para mim faltou aquele amargor que te faz buscar o próximo e o próximo… gole. Esse vinho não tem importador no Brasil e custa uns 150 dólares nos EUA. Talvez se na garrafa estivesse escrito Shiraz no lugar de Pinot eu tivesse gostado mais. Para quem aprecia o estilo encorpado, baixa acidez e nariz adocicado é um belo vinho. Talvez eu tenha implicado um pouco por esperar muito desse vinho e pelo fato de ter sido tomado na sequência do Montrachet 98 que postei aqui.







O encontro da semana passada da Confraria Amicus Vinum foi realizado na loja da Decanter, recebidos pelo José Filho e sua equipe. O espaço para degustações está muito bom. Os enófilos ficam dentro da loja, rodeados por enormidade de vinhos. Algo, assim, como se estivéssemos numa festa de Dionísio [risos]. Lá eles servem frios e outras comidinhas (sob encomenda) para acompanhar as degustações. Cabem até 14 pessoas bem acomodadas! Experimentem, afinal é mais um espaço de vinho da Capital; pagando preço de tabela pelas ampolas. 🙂
E, realmente, esta ampola ganha mais uns cinco anos de melhoria. Um supertoscano de 50% sangiovese, 25% merlot e 25% cab.sauvignon. Passa 18 meses em barricas francesas (Nota 92 pts). >:o)
Para deixar os internautas com água na boca, neste feriadão de Páscoa. 😉

