Estiveram em Brasília para apresentar alguns de seus vinhos, o senhor Alejandro Fernández, sua filha Olga Fernández e Miguel Ángel Bocos (diretor comercial). Alejandro está com 79 anos e fala com paixão de seus vinhos. Disse que o El Vínculo 2005 (que não foi o mesmo apresentado dias atrás no Rio de Janeiro – El Vínculo Paraje la Golosa Gran Reserva 2002) feito em La Mancha era um vinho para agradar as mulheres e consequentemente aos homens.

Contou várias histórias, sempre com entusiasmo, como a que nunca usou sulfato em suas terras e que também jamais utilizou leveduras artificiais em seus vinhos. Sua adição de sulfito é mínima, disse que na Espanha o limite máximo é de 75mg/litro, mas que usam 10% disso; e fez questão de enfatizar que os produtores que se autodenominam biodinâmicos também o fazem.

Disse também que a melhor comida que comeu na vida, foi a do almoço desse dia, no restaurante Dom Francisco 402 sul. Perguntei a ele sobre o vinho Janus Pesquera Gran Reserva 1982, que o Parker havia chamado de Petrus da Espanha, e ele disse que após esse apelido, a procura por seus vinhos se tornou intensa e que nem por isso aumentou seus preços. Justificou dizendo que não o fez para que todo trabalhador espanhol tivesse a oportunidade de tomar um grande vinho (o seu) sem ter que desembolsar volumosas quantias, que isso ele deixava para Pingus, de propriedade de Peter Sisseck, enólogo dinamarquês, que faz o mais caro vinho da Espanha, e que aprendeu com ele.

Melhor que tomar seus vinhos, só mesmo estar na companhia dessa lenda, para ouvir essas e outras histórias que ele contou durante esse encontro na Mistral/DF; que mais uma vez sob os cuidados de João Baptista (gerente) e sua equipe, mostrou ser uma das melhores importadoras do país. Na foto 2: Alejandro, sua filha Olga e eu; na foto 3, esq p/ dir: João Baptista, Alejandro Fernández e Petrus. Os vinhos degustados foram: El Vínculo Crianza 08-La Mancha (R$ 98,75), Dehesa La Granja 04-Toro (R$ 89,27), El Vínculo Reserva 03-La Mancha (R$154,05), Condado de Haza Crianza 06-R.del Duero (R$ 94,64) e Alenza Gran Reserva 01-R.del Duero (R$ 308,89)

Será que os vinhos brasileiros são de guarda?
É isto mesmo, amigos enófilos do Brasil. A pergunta que martela minha mente faz sentido na medida em que venho provando vinhos nacionais continuamente. Até o momento tenho registro de provas individuais de 131 rótulos nacionais nos últimos quatro anos, além de dezenas contra-provas. Uma extensa relação que me dá uma certa condição de questionamento. Em conversas com outro enófilo e também grande provador, o amigo Renzo Viggiano, cheguei a confidenciar-lhe esta questão, com aquiescência de sua parte.
Enfim, consegui realizar uma degustação que desejava há algum tempo. Com amigos da Confraria Amicus Vinum e outros enófilos irrecusáveis, realizamos uma prova às cegas de cinco rótulos nacionais da famosa safra 2005. Confesso que estava apreensivo com os resultados advindos de dentro das garrafas. Mas não é que nossas ampolas se saíram bem! Como era esperado, algum “sangue-de-boi” deveria surgir, devido à estréia meio que virgem de muitas vinícolas, aproveitando a fama e exposição de mídia desta mega safra 2005. Muitos “paraquedistas” certamente existiram mas que sucumbiram no passar destes seis anos. Os intrépidos participantes desta prova estão na foto (no sentido anti-horário, iniciando por este Editor): Renzo Viggiano, José Maia, amigo do Maia, Eugênio (editor-DCV), Ricardo Salmeron, Guilherme (Blog 
Château Roubine Cru Classé Rosé 2008- A maceração ocorre sob temperatura controlada para preservar o frescor de aromas. A fermentação alcoólica leva 15 dias e a fermentação malolática não é desenvolvida para garantir o grande frescor desse rosé de categoria superior. Vinho perfeito para carpaccio de peixe, de salmão e peixes grelhados. Cinsault, Grenache, Cabernet Sauvignon, Carignan, Tibouren. França, R$ 88,00 na Arte e Vinho SMDB-CL-Cj.12 Bl. H Lj. 101- Lago Sul- Tel.3248 3258
A Bodega Austral (scln-112 bl. C lj.32 tel: 61-3964 5699) é uma loja/importadora de vinhos que vem aumentando e diversificando seu portfólio. Iniciou apenas como importadora exclusiva de vinhos chilenos e argentinos. Posteriormente abriu uma loja na 112 norte, ao lado da sorveteria Saborela. Hoje traz vinhos de outros países como a França e distribui Itália, EUA, Espanha, Austrália e Portugal. A loja também tem um portfólio muito interessante de vinhos brasileiros, com produtores menos conhecidos do grande público, mas de ótima qualidade. O proprietário, Alexandre Reis, vem caminhando a passos curtos, com pés no chão e
sua loja pratica preços justíssimos no mercado; quem for lá irá se surpreender com os preços praticados, principalmente nos vinhos de importação própria.
Ótimo vinho de mesa para o dia a dia. Com massas e carnes leves harmoniza muito bem. Vale pelo preço! A família Speri por 100 aos faz vinhos cada vez mais modernos, não perdendo a tipicidade de seu terroir, localizado no Vêneto, Itália, donde surgem excepcionais Amarones, os quais recebem tri-bichière (3Y) do catálogo Gambero Rosso há vários anos. R$ 35,00 – Adega Carrefour.
Sempre vocês me vêem [lêem] aqui no DCV falar sobre bons vinhos, que gostei de tal e tal ampola, etc., etc. Desta vez falarei o inverso. E é de doer no coração, especialmente no fígado [risos]. Semana passada fui a uma nova pizzaria aqui na Cidade para provar as ditas massas, muito bem assadas num mega forno a lenha, cuja torre tinha mais de 8 metros de pé direito.