A Portofino (3349-1943) convida para o jantar harmonizado, que ocorrerá no Dom Francisco da Asbac, com vinhos portugueses do Conde de Vimioso (Tejo) e da Quinta de Foz de Arouce (Beiras). Os vinhos são do Portfolio da Decanter. Confira:

A Portofino (3349-1943) convida para o jantar harmonizado, que ocorrerá no Dom Francisco da Asbac, com vinhos portugueses do Conde de Vimioso (Tejo) e da Quinta de Foz de Arouce (Beiras). Os vinhos são do Portfolio da Decanter. Confira:

Não sou muito de comprar vinhos da uva Tannat, mas um que geralmente tomo é o Vallontano. Já tinha tomado os das safras 2004 e 2007 (esse até postei aqui) e ainda tinha uma garrafa do 2002. Outro dia falando com o Zanini, perguntei se esse vinho ainda estava bom, ele me disse que ainda tinha algumas garrafas em seu arquivo, e que, se essa minha estivesse bem acondicionada estaria boa sim. Pois bem, abri essa garrafa e às cegas duvido que alguém dissesse que era Tannat. Sua adstringência característica tinha se resolvido, gerando um vinho sem aquela tanicidade característica da uva, e com aromas bem evoluídos de couro e estrebaria que adoro. Tanto esse como outros exemplares brasileiros, de safras tão ou mais antigas, comprovam que o vinho brasileiro também é passível de envelhecer bem.
Esta semana voltei a provar uma uva que passei a gostar e admirar… Calma lá, pessoal, não repeti o rótulo (pensaram que quebraria meus princípios facilmente, hein – tomei outro vinho da mesma uva). Trata-se da casta Baga, encontrada na Bairrada, Portugal. Meu contato de 1o. grau com esta baga foi ano passado, num encontro da confraria Amicus Vinum. Na ocasião provei um ícone de Portugal, o Casa de Saima Reserva, da Bairrada. Maravilha de vinho. Uma produção de autor devido à alta tipicidade desta uva extremamente difícil de domar. Fui abduzido… e rumo aos contatos de 2o, 3o. e 4o. graus. [risos]
Agora foi o Luis Pato Baga 2005, que nas mãos deste vinhateiro português, torna-se uma selvagem revestida de seda. Ele é conhecido como um dos primeiros a amaciar com sucesso esta rústica uva, tida como tânica e dura. Hoje é quase um símbolo na região, onde se produzem ótimos vinhos varietais com ela. Este rótulo provado continha ainda uma pequena parte de Touriga (10%). Nota: 87 pts.
Um vinho incrível para acompanhar refeição. Perfeito à mesa. Principalmente se acompanhado pelo leitão assado da Bairrada. Talvez seja uma forte característica desta casta, além de seu suave sabor achocolatado. Que ficou comprovado com minha segunda degustação deste tipo de vinho. Recomendo a todos uma prova, e depois me digam se não tenho razão?
O mês de outubro de 2010 não tem sido nada bom para o mundo do vinho. Morreu nesse mês, Marcel Lapierre, produtor de Morgon natural. Em seguida faleceu Pascal Leclerc-Briant, presidente da Leclerc-Briant (maior produtora de Champagne biodinâmica) e acabo de receber a notícia de que Nicolas Joly (Coulée de Serrant, maior nome do biodinamismo atual), sofreu um AVC e está hospitalizado. Segundo as primeiras notícias, o caso inspira cuidados, mas parece não haver risco de morte. Joly é o presidente da Feira de Biodinâmicos que acontece em São Paulo. A feira está confirmada. Torcemos por sua recuperação.
A revista Wine Style número 30 que acaba de chegar às bancas está imperdível. Traz várias notícias, como o anúncio da segunda feira de vinhos Biodinâmicos que ocorrerá em São Paulo, agora em novembro. A feira se chama Renaissance des Appellations, liderada por Nicolas Joly, que estará presente. A revista traz ainda:
Uma grande e esclarecedora reportagem sobre a vinícola ícone Clarendon Hills, que acaba de chegar ao Brasil pelas mãos da Vinissimo.
Uma matéria com os Bierzo Boys que cultivam a milenar Mencía, na Espanha.
Cobertura do Grand Cru Tasting, evento da importadora Grand Cru.
Cobertura da Decanter Wine Show, evento da importadora Decanter.
E ainda: Vertical de Cobos, Vertical de Chianti Classico Rocca di Montegrossi, reportagem com François Lurton e o trajeto do filme Sideways.
Realmente uma edição para guardar.
Este belo prosecco é de produção italiana, do veneto, vinícola Case Bianche. Classificação Conegliano Valdobbiadene, vinhedo específico “Cuc”. Amarelo-palha claro, brilhante. Tipicamente fragrante, com notas delicadas florais, de maçã e pêra. Cremoso e fresco. R$ 77,00 – De Marceille.com.br (Decanter).
Na safra 2009 esse vinho passou a usar tampa de rosca, o que parece ser uma tendência, principalmente nos vinhos brancos sul-americanos. O Cipreses da Casa Marin também adotou esse vedante. Esse Corte Friulano é feito com 70% Friulano, 25% Pinot Gris, 2,5% Chardonnay e 2,5% Torrontés. A Friulano (também chamada de Sauvignon Vert) era chamada de Tokai Friuli, mas de acordo com a legislação européia esse nome não pode mais ser usado. A Friulano é uma variedade da região de Friuli, no Vêneto, e até 2007 era chamada de Tokai Friulano. A menção ao nome Tokai teve que ser omitida, de acordo com a legislação da União Européia, para não ser confundida com os vinhos Tokaji da Hungria. Embora os Tokaji húngaros sejam
feitos principalmente com a Furmint, e não da Friulano.
Esse exemplar, feito na Argentina por François Lurton, usa a Friulano de Tupungato, vinificada e envelhecida em carvalho, misturada com as demais sem passagem por carvalho. Isso gerou um vinho gordo e refrescante. Aromas de flores, frutas tropicais, baunilha e limão tornam esse vinho bem diferente dos brancos usuais. O mais interessante disso tudo é seu preço. Ele é vendido pela importadora Barrinhas por incríveis R$39,00. Não me recordo de ter comprado um branco, ou mesmo um tinto, com essa qualidade por esse preço.
Vinho branco português, Alentejano. Esse exemplar foi escolhido como o melhor vinho branco do ano de 2007 pela revista Gula, que na época contava com Marcelo Copello, José Maria Santana, Guilherme Rodrigues, Didú Russo, José Luiz Pagliari, entre outros, como jurados.
Feito pela Herdade do Esporão é um branco exuberante, com predominância da semillon. Fermentado em barricas de carvalho francês novo, ficando 6 meses “sur lie” e com “batonnage”. É um vinho encorpado, de volume, textura, riqueza e complexidade. Uma obra prima do enólogo David Baverstock. Felizmente eu ainda tinha uma garrafa dessa safra para degustar. O vinho tem muito aroma de fruta madura, cevada e alcatrão, com um volume de boca e sabores muito distintos da maioria dos brancos. Um vinho marcante.
O pessoal da Zahil Brasília me enviou o release de ações de fim de ano da loja no Lago sul (QI 05 conj 09 Espaço Maria Tereza – Lago Sul). Publico aqui as atividades que eles farão à partir de outubro. Confira:
“A Zahil está presente no mercado de Brasília há 04 anos e mais recentemente inaugurou sua loja para pessoas físicas, que esta completando seu primeiro ano agora em outubro. Preparamos várias ações para comemorar junto com seus clientes fiéis e novos clientes que gostam de vinhos de qualidade e que poderão aproveitar esta ótima oportunidade para conhecer nossa linha de vinhos exclusivos e que fazem sucesso em mais de 1000 restaurantes de todo o país.
A Zahil conta com a consultoria de Jorge Lucki, um dos maiores especialistas de vinhos do país. Tem em seu portfólio 11 países e mais de 60 produtores.
Ações / 15 a 31 de outubro

Degustação / 16, 23 e 30 de outubro
Jantares Harmonizados e degustações
Chateau Cana 2003, Grand Vin de Bordeaux, Côtes de Bourg. 70% merlot, 23% C.S, 5% malbec e 2% C.Franc. Vinho já macio, de corpo médio e taninos domados. Esse vinho custa R$ 60,90, mas em algumas lojas do próprio Carrefour ele abaixou para incríveis R$ 14,90.