A categoria Cru Bourgeois teve início em 1932, com os Château que ficaram de fora da famosa classificação dos vinhos do Médoc de 1855. A última revisão data de 2003 quando houve muita controvérsia, inclusive com o Château Sociando-Malet não participando dessa revisão, por seu proprietário, Jean Gautret, não achar necessário esse título para poder vender seu vinho. A revisão de 2003 foi anulada nos tribunais, mas é a mais usada mesmo que informalmente. Ela classificou os 09 melhores vinhos como Cru Bourgeois Exceptionnel, 87 como Cru Bourgeois Supérieur e 151 apenas como Cru Bourgeois.
Um dos Exceptionnel deixou de existir. O Château Labégorce Zédé de Margaux se tornou parte da propriedade irmã Château Labégorce, que agora tem 55 hectares, e produzirá um segundo vinho chamado Zézé de Labérgoce. Algumas parcelas selecionadas serão utilizadas para fazer o vinho da também propriedade irmã, Château Marquis d´Alesme, esse sim terceiro cru na classificação de 1855, que se chamava Château Marquis d´Alesme Becker. Fonte: Revista Decanter, Foto: Berry Bros. e Rudd. Essa postagem também foi publicada no site Café Caviar. www.cafecaviar.com.br/blog/o-desaparecimento-de-um-cru-bourgeois-exceptionnel/

Fantástico “Best Buy”, o imbatível Porcupine Rigde Syrah é elaborado por Boekenhoutskloof, o maior especialista sul-africano nesta variedade. É um dos vinhos favoritos de Jancis Robinson, para quem “é a resposta sul-africana para os Syrah do norte do Rhône”. Rico e intenso, estiloso, um vinho na medida certa. R$52,00
O nome dele é Michel Chasseuil, francês, 67 anos, nasceu e mora em La Chapelle-Bâton em Poitou-Charentes, oeste da França. Filho de carteiro, após uma temporada no exército, mudou-se para Paris para trabalhar para Dessault Aviação, como engenheiro aeronáutico. Ele começou a se interessar por vinhos fazendo discursos para venda de caças militares. Levando os possíveis clientes para as casas noturnas parisienses, e consumindo algumas garrafas caras.
2005 (tirando as 3 safras que não existiram), yquem 1811 a 2005.
NESTE DIA 21 O DCV ESTARÁ EM FESTA.
Dias desses recebi um “presente de grego”. Sabendo que eu me interesso por vinhos, um conhecido me ofereceu um vinho de jabuticaba! Nem me lembro onde ele adquiriu, mas curioso fui atrás do que seria este vinho. Encontrei tantas denominações e variedades que vocês não acreditam. Vejam algumas: vinho de melancia, vinho de maracujá e até vinho de amoras. Na verdade, estas bebidas são como licores à base de suas frutas específicas, e não se sabe ao certo porque os produtores as chamam de “vinho”; certamente por motivos mercadológicos. Uma empresa de vermutes da Polônia comercializa diversos “vinhos” de maçã e morango. Outra na Alemanha produz um “vinho” de cereja. Erkh! Um projeto promovido pela Fapesp (SP) e apoio da Embrapa criou “vinhos” de abacaxi e pêssego. Lembremos da famosa Sidra, que é produzida com maçãs e é popular nas festas de reveillon.
E o tal vinho de jabo[u]ticaba – a grafia permite as duas formas – que ganhei, afinal, não era tão ruim e caiu “bem” com a sobremesa que comi: uma
Este tinto da Espanha, região de Alicante, tem aromas de cereja e framboesa. Na boca boa harmonia e taninos elegantes da uva Mourvèdre. Grande surpresa da Bodegas El Sequé. Excelente custo x benefício. Na verdade um achado fenomenal do DCV, que qualificou esta pérola com nada menos que 91 pts. Algo inédito para esta faixa de preço. R$ 60,00.
Brasil Sabor Brasília 2010!
Dizem que Robert Parker é proibido de entrar na Borgonha, na verdade isso não existe, o que ocorre é que em 1993, na terceira edição do Parker´s Wine Buyer´s Guide, no final de quatro páginas e meia de uma crítica altamente positiva dos vinhos do Domaine Faiveley, Parker escreveu: “Do lado sombrio continuam circulando rumores de que os vinhos de Faiveley degustados no estrangeiro são menos ricos que os degustados em suas adegas – algo que eu também já notei. Humm…!”
Um cabernet norte americano como não se ouve falar. Sempre que falamos de vinhos do novo mundo, principalmente cabernet sauvignon, pensamos logo em vinhos massudos, com muito extrato, pesados, de muito corpo. Aromas adocicados e enjoativos. Pois é, tive uma grande surpresa com esse vinho da vinícola californiana Buena Vista, da apelação de Carneros no Napa. O vinho era o top da
vinícola, grand reserve 1995. Estava pronto, no auge, bem redondo, sem aresta alguma. Taninos, acidez, aromas, cor, retrogosto… Tudo equilibrado, no ponto de ser tomado. Difícil acertar esse momento, mas quando acontece o prazer é enorme. Um vinho que tomado às cegas se passaria por velho mundo facilmente. Fiquei me perguntando se não foi esse tipo de vinho californiano que disputou com os franceses a conhecida degustação de Paris em 1976, confundindo até os franceses.